JEOVÁ ou YHWH ?

QUAL O VERDADEIRO NOME DO CRIADOR ?


No Antigo Testamento encontramos Deus se manifestando atrelado a diversos contextos:
  • Como o Criador – El Elohim  - Gn. 1.1
  • Como o Todo Poderoso –El Shaddai – Gn. 17.
  • Como aquele que vê – El Roi – Gn. 16.1.
  • Como aquele que provê – Iavé Jiré – Gn. 22.8 Entre tantos outros títulos que representava sua forma de agir em determinado momento.
      Esse conceito de que o Senhor sempre se manifestaria atrelado a uma situação, sendo assim descrito por um titulo que lhe conviesse, esteve por muito tempo no imaginário do povo hebreu. Quando Moises tem seu encontro com Deus no monte, e este o envia de volta ao Egito com a missão de guiar o povo àquele monte, e Dalí para a terra que foi prometida aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. 

Moisés pergunta a Deus como ele deverá ser apresentado dessa vez para que os hebreus acreditassem  que ele de fato havia sido  enviado.  QUAL É O TEU NOME ?  Êx.3.13,14. 

O nome que Deus deu a Moisés representava muito mais que um título divino.  Era a expressão do caráter do Criador representada pelo tetragrama  “יהוה – YHWH” ( EU SOU O QUE SOU ou EU SOU O QUE SEREI). O Senhor se manifestaria de acordo com a necessidade do seu povo.

YHWH (Iavé)   era o nome de Deus, conhecido em toda a terra pelos povos que tiveram contato, ou ouviram falar do povo hebreu Êx.9.16; Sal.96.1-3. Era um nome extremamente reverenciado  pelos descendentes de Abraão. O TETRAGRAMA,  como é chamado,  aparece quase sete mil vezes nas Escrituras (exatamente 6828 vezes), sozinho ou em conjunto com outro nome. 

JHVH é a forma latinizada do Tetragrama original YHWH.  O termo fonético se perdeu com passar dos tempos, devido a falta de utilização por parte dos judeus. Principalmente quando eles foram levados cativos para a Babilônia, onde a língua oficial era o Aramaico. O idioma Hebraico passou a ser utilizado freqüentemente nos templos, e nas sinagogas pelos sacerdotes e escribas, pois os judeus estavam acostumados à língua dos seus antigos dominadores. O sacerdote Esdras leu as escrituras ao povo, e foi necessário que os levitas traduzissem para o idioma corrente. Ne. 8.7,8 

Antes do cativeiro, o povo não entendia o aramaico que é o “siríaco”, pois os gregos chamavam a terra de Harã de “Síria”, 2Rs. 18.26, Is. 36. 11,12; somente os sacerdotes falavam aramaico. Após o cativeiro o quadro mudou; agora toda a população falava aramaico e somente os sacerdotes dominavam o hebraico.  Embora os judeus tivessem  esquecido o seu idioma pátrio (hebraico), e passassem a falar o idioma do cativeiro (aramaico - siríaco), o povo em geral chamava esse ultimo de  hebraico, e, segundo a afirmação de muitos eruditos, já no inicio do I século d.C. havia uma mistura dos dois idiomas, não sendo nem aramaico nem hebraico puro. 

YHWH foi esquecido ?

Após o cativeiro, mais especificamente depois da independência dos macabeus, o tetragrama passou a ser evitado. Quando finalmente o aramaico suplantou o hebraico, o NOME poderia ser pronunciado no templo, somente uma vez por ano, pelo sumo sacerdote.  

A explicação de alguns judeus para que eles  não mais pronunciassem o Tetragrama, era o receio em transgredir o terceiro mandamento do Decálogo. 

Não tomarás o nome de YHWH, teu Deus, em vão (ou "dum modo fútil", blasfêmia), pois YHWH não considerará impune aquele que tomar seu nome em vão.
Deuteronômio 5.11

Os judeus observavam essa restrição atentamente, a ponto de o escritor judeu do I século Flavio Josefo, ao narrar a historia de Moisés em seu encontro com Deus, por ocasião da sarça ardente, quando foi  pronunciado o nome de Deus pela primeira vez; Josefo diz não poder repetir esse Nome.  (Historia dos Hebreus – Antiguidades Judaicas, livro II Cap 5 Verso 91, parte final – HISTORIA DOS HEBREUS – VOL ÚNICO – CPAD, 1º edição 1992 ).
Segundo a MISHNÁ judaica (coleção de ensinos e tradições rabínicas antigas, que foram terminadas entre os séculos II e III d.C. ) havia algumas ocasiões em que era permitido ou não pronunciar o  “יהוה – YHWH“:

  1. No dia da expiação “Yon Kipur”, era pronunciado pelo sumo sacerdote. Quando o sacerdote e o povo ouviam o Nome ser pronunciado, prostravam-se e diziam: “Bendito o Nome da glória do seu reino para todo o sempre!” (Yoma 6.2).
  2. Sobre as bênçãos sacerdotais está escrito na Mishná: “O Nome será pronunciado como está escrito somente no templo; nas províncias será usado uma palavra substituta” ( Sotah 7.6).
  3. No julgamento de um blasfemo, este somente seria condenado se houvesse pronunciado “O Nome”. A testemunha que o ouvira falar, era levada em particular onde repetia a palavra para que os juízes  se certificassem de que o blasfemo realmente havia ou não pronunciado O Nome (Sanhedrin 7.5).
Com a destruição do Templo em 70 d.C. o Tetragrama deixou de ser pronunciado corretamente entre os judeus.

Como surgiu o nome JEOVÁ?

Este nome surgiu simplesmente da praticidade da pronuncia na forma híbrida  TETRAGRAMA/ADONAY. No século VI depois de Cristo, os judeus massoretas introduziram pontos e sinais que doravante representariam os sons vocálicos, abertos e fechados (ou seja: as nossas vogais).  Feito isso, introduziram as vogais de ADONAY no TETRAGRAMA facilitando a leitura do “NOME”, e ficando da seguinte forma:

  • YaHoWaH, Yah, YaWé em alguns manuscritos.
O nome Jeová só começou a ser usado a partir do ano de 1514 d.C, estando fortemente difundido no século VIII. A grande incoerência  foi a “tradução” transliterada de uma forma híbrida do Nome Sagrado pelos tradutores, ao depararem-se com os textos massoréticos.

PORQUE NÃO SE UTILIZA MAIS O TETRAGRAMA?




Não há duvidas de que o nome י ה ו ה (YHWH) no hebraico da velha aliança tenha sido o maior nome  revelado aos antigos, com o total de 6.828 ocorrências nos textos massoréticos. Na nova aliança porém,  o maior nome é JESUS (O CRISTO) (*1) Fp.2. 9-11, com o tetragrama hebraico  י ש ו ע (YESHUA). (observações feitas pelo estudioso de Línguas Mortas – Luiz Antoio ܠܘܝܣ). Como disse o autor da Epistola aos Hebreus:  “quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está prestes a desaparecer”. (8:13) (*2)  






NOTAS

*1) Nota 1: O próprio Nome ישוע (YESHUA / JESUS = Salvador, Salvação) não será o nome eterno do Messias, pois na eternidade Este também terá um novo Nome (Ap. 3:12). No Céu Ele é chamado de Cordeiro pelos seres celestes pelo fato de não ser o Salvador destes, e sim, dos homens. (Ap. 5:12, 13; 7:10, 14, 17; 12:11, etc.)

*2) Nota 2: Um dos nomes antigos de Deus que será lembrado na eternidade é יה ( YAH = Jah, SER - Êx. 15:2) uma forma do verbo ser, mas que não é a abreviatura de YAVÉ, como muitos pensam, senão um dos nomes pessoais de Deus, formado também pelo verbo "ser": "...JAH é o seu nome, exultai diante dele" (Sal. 68:4,c) – tradução livre.

JAH aparece composto com "Javé" ( יה יהוה = JAH JAVÉ) em Isaías 12:2; 26:4. Se Jah é usado composto com Javé, não é uma abreviatura deste, mas distinto.

É freqüentemente citado na doxologia, principalmente nos Salmos, e no NT (somente em Apocalipse), ligado ao verbo HALAL (louvar) no imperativo, formando, desta forma uma palavra composta, conhecida mundialmente: ALELUIA ( הללו־יה = HALeLU-YAH = "Louvai a Jah", "Louvai ao Senhor"). Conf.: Sal. 112:18; 115:17,18 // Salmos de 146 a 150, no início e no final de cada um. // No N.T. somente em Apoc. 19:1, 3, 4 e 6.




          Antonio Cruz & Luiz Antoio ܠܘܝܣ  

O BATISMO DE FOGO !

 REALMENTE O DESEJAS ???


Aproveito este espaço para escrever sobre um assunto de grande apego cristão, principalmente nos círculos pentecostais e neo-pentecostais; refiro-me à suposta  2° bênção do “batismo de fogo” mencionado no evangelho de Mateus capitulo 3.11.   Ao longo dos anos, o movimento pentecostal tem defendido que: uma vez convertido e feito a profissão de fé, o novo cristão não deve parar, mas prosseguir para uma segunda benção chamada “batismo “com” (“no”) Espírito Santo que, uma vez alcançado terá sua confirmação pelo ato de falar em “mistério” ( ou nova língua).

Alguns vão além ao dizer que: ser batizado no Espírito Santo não basta;  para o crente ter poder e ousadia de verdade, deve também ser batizado com “FOGO”, e usam como base dessa afirmação Mateus 3.11 - eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. “Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo”.

Sem grande esforço hermenêutico, a leitura pausada e atenta do texto, nos revela claramente em que consistiam essas palavras de João Batista no capítulo 3 do Evangelho de Mateus. Antes de fazermos uma análise simples do texto supracitado, gostaria de fazer algumas observações sobre os símbolos e tipos da bíblia.

O estudo dos tipos bíblicos enriquece a nossa teologia, pois nos comunicam grandes verdades. Personagens como Adão, José, Abraão, Isaque;  assim como a rocha de Meribá, a vara de Arão que floresceu,  O tabernáculo de Moisés; são tipos que tiveram seu lugar na teologia bíblica.

Tipos são permanentes, ao contrario dos símbolos que são transitórios, ou seja: o símbolo cumpre seu papel e depois perde seu simbolismo, a exemplo da serpente de Moisés levantada no deserto, que simbolizava a crucificação de Jesus Cristo (Jo. 3.14), seu simbolismo era somente durante a caminhada através do deserto. Após a chegada à terra prometida, não era mais necessário tal simbolismo, e a serpente de bronze tornou-se um ídolo no meio do povo, a quem se queimavam incensos, convertendo-se desta forma em grande tropeço para a nação de Israel (Nm. 21.8; 2Rs. 18.4).

O Espírito santo é representado por diversos símbolos ao longo das Escrituras Sagradas. Sendo alguns deles:

  • a água (Jo 7.37 – 39), 
  • a pomba (Jo 1.32), 
  • o vento (Jo 20.22), 
  • o fogo (At 2.3,4), entre outros.
Ao fogo se atribui diversos significados, os mais cativantes são: poder de Deus, juízo de Deus e presença de Deus.

Voltando ao inicio desse artigo, e, observando atentamente o texto chave para a formação da ideia do batismo de fogo como segunda benção para os cristãos em comunhão com Deus, pode-se afirmar, baseado nas informações do texto, que o batismo de fogo mencionado por João Batista, estava longe de ser uma benção a ser buscada pelos servos do Senhor. Antes aponta para o FOGO DO JUÍZO ETERNO. Senão vejamos:

Mateus 3.1-12
1 - Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia:
2 - Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.
3 - Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 - Usava João vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre.
5 - Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão;
6 - e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.
7 - Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?
8 - Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;
9 - e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.
10 - Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
11 - Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
12 - A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.
*****


No evangelho de Marcos está escrito que João pregava o arrependimento e a remissão dos pecados (Mc.1.4) e saiam a ter com ele toda aquela região. Mateus por sua vez, registra que enquanto João batizava vieram ter com ele também os fariseus e saduceus. É aqui que João inicia seu discurso sobre o batismo de fogo.

João dividiu aquele grupo em dois:

  1. Os que produziam arrependimento genuíno e,
  2. Os que simplesmente diziam estar arrependido, a quem ele diz “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão”. (vs. 8,9).
O machado já esta posto à raiz das árvores. Ele utiliza agora de um recurso literário muito usado naqueles tempos, “a linguagem figurada”. E compara a humanidade a dois tipos de arvores:   
  • As que produzem bons frutos.
  • E as que não produzem bons frutos, que serão cortadas e lançadas no FOGO (juízo) vs.10
*  Ele tem na sua mão “a pá”, com a qual limpará a sua eira. Novamente João vai usar da linguagem figurada para comparar a humanidade ao trigo e à palha.

*  Trigo (cristão verdadeiros) será recolhido ao seu celeiro.

*   Palha ( inconversos), queimará no FOGO inextinguível (juízo eterno).


Por fim, temos o versículo 11 entre versículos 10 e 12, onde o FOGO aparece como juízo eterno. Seria o caso de o versículo 11 estar isolado da ideia geral expressada por João batista?  Certamente não.    O verso de número 11 faz parte de uma mesma ideia presente nos versos  anteriormente citados. Os judeus costumavam repetir suas afirmações com sinônimos simbólicos ou literários para reforçar a intensidade da doutrina; Portanto, o versículo 11 segue a mesma lógica de 10 e 12 onde o fogo aparece como JUÍZO também.

Eu vos batizo com água para arrependimento: a quem João batiza ?  ora, a todos os que vão a ele para serem batizados nas águas ( porém João não poderia ir além disso).

*   Mas depois de mim vem aquele que é mais poderoso do que eu.  ( ele vos conhece).

*   Ele vos batizará com Espírito Santo.  “Certamente João falava dos que antes ele simboliza por “arvores de bons frutos  e trigo”.

*   E com FOGO.  Aqui não restam dúvidas de que João se referia aos que antes ele atribui os símbolos de “arvores de maus frutos e palha”.

O FOGO que aparece no discurso de João batista nessa ocasião, não faz em momento algum, referência a uma segunda benção para os servos do Senhor, invés disso, trás a conotação de juízo, castigo e ainda acompanha a palavra “inextinguível” dando a ideia de que esse fogo jamais se apagará.

Ressalto novamente a ideia de que as Escrituras apresentam o Espírito Santo simbolizado pelo fogo em  diversas passagens, significando algo de bom para os servos do Senhor. Mas não é o que acontece neste texto bíblico.


REALMENTE DESEJAS O BATISMO DE FOGO?


Aceita JESUS ?


Vai um jesuzinho aí?

É comum no Brasil, sempre que um pregador termina a mensagem chega o momento mais importante da reunião, "A HORA DO APELO", e cá entre nós, tem lugares onde se apela mesmo. Alguns fazem promessas, outros ameaças, e tem os que picham maldições e constrangem o visitante na maior cara dura. A frase preferida da maioria dos pregadores nesse instante é esta: ACEITA JESUS?, e suas variantes.  Até aí tudo bem, pois está tão conhecida essa frase que boa parte dos brasileiros já sabe que se trata de aderir à fé e pertencer àquela determinada denominação cristã.

Quando medito nessa frase, lembro da terrinha, meu maravilhoso estado do Maranhão. Lembro-me da roda de amigos nas noites de sábado no terreiro da casa de Seu Juvenal e de seu Félix que nos contavam "causos e mais causos" até o sono chegar. Mas, acima de tudo, lembro-me do sabor de canela do rosado GUARANÁ JESUS;  o refrigerante genuinamente maranhense criado em 1920 pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes, que ironicamente era ateu. O refrigerante tem um sabor adocicado que lembra cravo e canela. O guaraná só passou a ser engarrafado em 1981 pela Companhia Maranhense de Refrigerantes, e no ano de 2001, a Coca Cola Company compra os direitos sobre a marca “Guaraná Jesus”.
Voltando ao nosso bordão. A frase de apelo, “ACEITA JESUS?” seria biblicamente correta?  Pois segundo os textos sagrados, o Próprio Senhor Jesus Cristo disse que Ele é que nos aceita, nos escolhe primeiro e nos comissiona, João 15.16, Hebreus 12.6

Quando se pergunta “quer aceitar a Jesus?” ou, “Aceita Jesus?” soa como se nos fosse oferecido algum  objeto de pouco valor, visto que a frase sugere a aceitação de algo do qual supostamente não  precisamos, algo que, possuir ou deixar de ter não fará a mínima diferença, mas que, para agradar a quem nos oferece, o aceitamos de imediato para não parecer mal educado ou grosseiro. Alguns exemplos do que se oferece.
  • Jovem flertando a moça: Aceita sorvete?  
  • Visita de amigosAceita café?
  • No distribuidorAceita cheque?
  • No supermercadoAceita cartão?
  • No acampamento evangélico... Momentos de descontração, hinos da harpa ao som do violão, churrasquinho assando, o convidado se aproxima da roda e é bem recebido por alguem que lhe perguntaAceita Jesus????
O Filho de Deus ou o refrigerante?  Rsrs...

Mê ajuda aê-ô!..

Sugestão para os pregadores itinerantes com agendas para o estado do Maranhão: na hora do “apelo”, dê preferência a outra forma de apelar para não confundir o visitante desinformado, fazendo-o pensar que está sendo convidado por você  para tomar um guaranazinho rosado depois do culto.

WOLFHART PANNENBERG

WOLFHART PANNENBERG

Wolfhart Pannenberg é um dos maiores teólogos protestantes contemporâneos. Nasceu no ano 1928 na cidade de Stettin, Alemanha. Pannenberg foi batizado na Igreja Evangélica Luterana, mas não teve praticamente nenhum contato com a Igreja nos seus primeiros anos. 

Com cerca de dezesseis, no entanto, ele teve uma intensa experiência religiosa a qual ele chamou mais tarde de sua "experiência de iluminação". Buscando a compreender esta experiência, ele começou a pesquisar através das obras de grandes filósofos e pensadores religiosos. 

O seu professor de literatura da Escola Secundária, que tinha sido membro da Igreja Confessante durante a Segunda Guerra Mundial, encorajou-o a considerar seriamente o cristianismo, o que resultou na "conversão intelectual" de Pannenberg, na qual se concluiu que o Cristianismo era a melhor opção religiosa disponível. E isto o impulsionou em sua carreira como teólogo. 

Pannenberg estudou Teologia e Filosofia na universidade de Göttingen, sob a direção de Nicolai Hartmann. Logo estudou na universidade de Basel, sob K. Jaspers e Karl Barth. Estudou na Universidade de Berlim e doutorou-se em Teologia na Universidade de Heidelberg (1954), onde lecionou até 1958. Em seguida, ensinou em Wuppertal (1958-61), Mainz (1961-68) e Munique (1968-1993).

Quem mais influenciou no pensamento de Pannenberg foram Günter Bornkamm com seu "Nova busca pelo Jesus histórico". Seu outro mentor foi Hans Von Campenhausen por meio de seu discurso reitoral de 1947 intitulado: "Agostinho e a queda de Roma".

Wolfhart Pannenberg, que é professor de teologia sistemática na Universidade de Munique, apresenta sua teologia de dentro da categoria da história. A parte central da carreira teológica de Pannenberg foi sua defesa da teologia como uma rigorosa disciplina acadêmica, uma capacidade de interação com a filosofia crítica, a história e as ciências naturais.

Pannenberg é talvez mais conhecido pelo seu livro: Jesus - Deus e Homem, no qual ele constrói uma Cristologia "por baixo", ou seja, a sua dogmática decorre de uma análise crítica da vida de Jesus de Nazaré. Ele correspondentemente rejeita as tradicionais calcedônias "duas naturezas", preferindo ver a pessoa de Cristo à luz da ressurreição. Este foco sobre a ressurreição de Cristo como a chave da identidade levou Pannenberg a defender a sua historicidade. Outras obras: 
  • A redenção como acontecimento e história, 1959;
  • Revelação como história, 1962; 
  • Que é o homem? A antropologia atual à luz da teologia, 1964; 
  • Teologia Sistemática (3 v.). Quando foi publicado seu livro Jesus - Deus e Homem, em 1968, veio a ser uma influência no mundo de fala inglesa.

A doutrina teológica de Pannenberg considera que a realidade histórica tem prioridade sobre a fé e o raciocínio humanos. Wolfhart Pannenberg pode ser chamado o teólogo da história, porque para ele a história é o princípio de averiguar o futuro com a revelação da Palavra.

Para Pannenberg, a Ressurreição de Jesus tem uma importância capital na nova concepção de revelação. Ele afirma que ela é o acontecimento central do Novo Testamento, porque faz acontecer antecipadamente o final da história, e isto permite conhecê-la em sua totalidade.

Para Pannenberg, toda história é a revelação de Deus. A história está tão clara em suas funções revelatórias que sua interpretação pode ser feita sem a ajuda da revelação sobrenatural. A verdade revelatória está necessariamente inerente na totalidade da história e bem clara para todos quantos observam. Deixar de captar a revelação dentro da história é falha do indivíduo e da sua investigação, e não da própria história.

Pannenberg propõe que Deus se revela indiretamente mediante a proeza que ele realiza na história. Ele compreende a revelação como a autorevelação de Deus, de forma indireta na história. Portanto, se a revelação de Deus acontece por intermédio de fatos históricos, estes são acessíveis ao juízo consciente de cada homem e, por conseguinte, ela não é um conhecimento esotérico revelado a poucos. Apesar desta abertura, Pannenberg também afirma que a revelação é um ato divino e do qual o homem necessita, pois este conhecimento não está em seu poder e ele não pode obtê-lo sozinho.

O pensamento de Wolfhart Pannenberg pode ser considerado aquele que no contexto luterano aceitou de forma evidente o desafio do Iluminismo. Desde os primórdios de sua reflexão, Pannenberg pretendeu superar a marginalização da fé e da teologia em relação à razão moderna.


Wolfhart Pannenberg ao lado de Jürgen Moltman detém a paternidade da chamada Teologia da Esperança. Simplesmente, teologia liberal. Pannenberg é bem situado entre os grandes teólogos protestantes contemporâneos. De um lado ele é claramente um teólogo de confissão Luterana, de outro lado do ponto de vista metodológico, ele é um neoliberal. Seu esforço de conciliar a tradição Luterana com a metodologia contemporânea é o que faz sua teologia interessante e significativa. Wolfhart Pannenberg também teve muita influência na teologia católica.



PENSAMENTOS DE WOLFHART PANNENBERG

"O clima público do secularismo mina a confiança dos cristãos na verdade em que creem. Em um ambiente secular, até o conhecimento elementar da cristandade (...) definha. Não é mais uma questão de rejeitar os ensinamentos cristãos; um grande número de pessoas não tem a mínima ideia de quais são esses ensinamentos (...). Quanto mais disseminada a ignorância do cristianismo, maior o preconceito contra o mesmo (...). A dificuldade é agravada pelo relativismo cultural da própria noção da verdade (...) à vista de muitos, (...) as doutrinas cristãs são meramente opiniões que podem ou não ser afirmadas de acordo com a preferência individual, ou dependendo de se elas são voltadas para necessidades pessoais (...). A ordem social cuidadosamente secularizada promove um sentimento de falta de sentido".

"A teologia cristã tem somente a tarefa de mostrar que e como se pode desenvolver uma interpretação coerente de Deus, do ser humano e do mundo a partir do evento da revelação que o cristianismo compreende como tal, interpretação esta que é capaz de ser defendida, com razões, como verdadeira em relação ao conhecimento de experiência da filosofia, e que por isso também pode ser defendida como verdadeira em relação a interpretações alternativas do mundo, tanto religiosas como não-religiosas. A abordagem comparativa e a formação de juízo acerca das reivindicações divergentes da verdade já devem pressupor tais exposições das concepções a serem comparadas"

"Ora, a quem faz um trabalho, o salário não é considerado como gratificação, mas como um débito; a quem, ao invés, não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, é sua fé que é levada em conta de justiça, como, aliás, também Davi proclama a bem-aventurança do homem a quem Deus credita a justiça, independentemente das obras".

"O Reino de Deus não será estabelecido pelo homem. Muito enfaticamente, ele é o Reino de Deus (...) O homem não é exaltado, mas degradado quando se torna vítima de ilusões acerca de seu poder"

"Qualquer tentativa inteligente de falar sobre Deus um discurso criticamente consciente de suas condições e limitações deve começar e terminar com a confissão da majestade inconcebível de Deus, que transcende todos nossos conceitos."

"O ser humano não possui uma alma como realidade independente, em oposição ao próprio corpo; tampouco possui um corpo que se movimenta de maneira totalmente mecânica ou inconsciente. Ambas as ideias são abstrações. O que realmente existe é a unidade do ser vivo, da pessoa humana que se movimenta e reage ao mundo"

"Jesus adquire significado ‘para nós’, somente enquanto esta significação está apoiada nele mesma, na sua história, e na pessoa que a história manifestou. Somente enquanto esta poderá ser demonstrada, podemos ter certeza que a nossa fé não será uma mera projeção de problemas, desejos e pensamentos pessoais sobre a pessoa de Jesus".

"Uma mensagem não convincente, como alternativa, não é capaz de alcançar o poder de convencer simplesmente apelando ao Espírito Santo... A argumentação e a operação do Espírito não são mutuamente exclusivas. Ao confiar no Espírito, Paulo de forma alguma se dispensou de pensar e argumentar".

"Os eventos que revelam Deus e a mensagem que narra esse acontecimento levam o homem a um conhecimento que ele por si mesmo não possui. Mas esses acontecimentos têm realmente uma força convincente. Lá onde eles são percebidos, assim como são, no contexto históricos ao qual por natureza pertencem, eles falam sua própria língua, a língua dos fatos reais. E foi nessa língua dos fatos que Deus mostrou sua divindade".


Postado por Antonio Cruz
Fonte: TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA

ZUMBIS ENGRAVATADOS


Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Assim declara aquele que tem os sete espíritos de Deus e as estrelas: Conheço as tuas obras, que tens fama de estar vivo, mas de fato, estás morto.

Sê alerta! E fortalece o que ainda resta e estava prestes a morrer; porque não tenho encontrado integridade em tuas obras diante do meu Deus. Portanto, lembra-te daquilo que tens recebido e ouvido; obedece e arrepende-te.

Porquanto se não estiveres vigilante, virei como ladrão, e tu não saberás a que hora virei contra ti. Contudo, têm em Sardes algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes; elas caminharão comigo, vestidas de branco, pois são dignas.

Deste modo, o vencedor andará trajado com vestes brancas, e de modo algum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrario, reconhecerei o seu nome na presença do meu pai e dos seus anjos. Aquele que tem ouvidos compreenda o que o Espírito revela às igrejas.

Apocalipse 3.1-10

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Tenho observado que ao longo dos anos, tem havido sempre a atualização cinematográfica dos filmes classificados de terror e suspense, que tem como principais personagens o serial killer, Drácula ou vampiros, lobisomens, e os famosos zumbis. Filmes como Van Helsing, Homens de preto, Blade, Drácula, A volta dos mortos vivos, Eu sou a lenda, Zumbilândia, como também o filme nacional do cineasta gaúcho Davi de Oliveira “Porto dos Mortos”, ganham diariamente a atenção dos fãs do gênero, que esgotam os ingressos admirados com a inclusão tecnológica e a contextualização dos seres à realidade atual.

Deixando de lado os temíveis vampiros, o Drácula, o serial killer e o lobisomem. Quero ater-me à preservada figura do zumbi, Palavra que a principio pode confundir com o herói escravo do XVIII século, Zumbi dos Palmares. Refiro-me aos zumbis do tradicional vodu haitiano. “Zumbi ou zumbie”, no vodu haitiano é simplesmente um morto vivo, corpo sem alma a que se desenvolve a vida para ser empregado em trabalhos físicos.

A igreja de Sardes orgulhava-se de sua produção de lã e tinturaria. Era o centro de adoração à deusa Cibele (deusa da religião de mistérios cuja imoralidade e degeneração eram notáveis). Apesar de haver alguns naquela igreja que ainda permaneciam fiéis a Deus, retendo a fé e a vida piedosa como princípios fundamentais de sua religião. A maioria esmagadora estava insensível à espiritualidade, ao compromisso cristão. A falta de dedicação era notável. O ponto de apoio espiritual dos cristãos de Sardes era o inicio glorioso daquela igreja. Porém o Senhor conhecia as suas obras: conheço as tuas obras, que tens nome de quem vives, mas de fato estás morto. Estaria Deus falando a uma igreja de zumbis?

Nas tradições vodu, um zumbi é: Um ser humano a quem um bokor (sacerdote ou sacerdotisa) roubou o ti-bon-ange(alma menor). Este roubo é feito mediante técnicas de magia negra quando a pessoa está morrendo. Imediatamente depois de morrer o ti-bon-ange é conservado em uma garrafa pelo ladrão, que a partir desse momento tem controle absoluto do corpo da pessoa morta. Esta carece de pensamento e controle autônomo, de modo que pode ser manejada como um escravo total e absoluto por parte do ladrão. Com o passar do tempo, o zumbi vai deteriorando-se, como se apodrecesse, e finalmente seu corpo acaba por morrer também. O conceito do zumbi serve também como referencia à servidão ou desgaste físico e doença.

Os zumbis são frequentemente temas de filmes, videogames, canções, livros e outras manifestações populares. Há uma comunidade no Brasil denominada “Zumbis Corporation” onde o tema zumbis/sobrevivência é debatido. Os membros dessa comunidade levam o assunto a serio. Mito ou realidade, esse tema permanece de alguma forma, crescente no imaginário popular.

O que Cristo veio propor à humanidade? Segundo o apostolo Paulo, o cristão é alguém que morreu para o mundo e agora vive para Deus.


Efésios 2.1-10
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que atua agora nos filhos da desobediência;
entre os quais também todos nos andávamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Mas Deus que é rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando vós mortos em delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos, e juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé;
e isto não vem de vos; é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

O verdadeiro cristão não é um zumbi. Alguém que morreu espiritualmente e foi reanimado para continuar entre os vivos, como vivo (embora permaneça morto). Cristo não veio nos reanimar, ele veio nos ressuscitar; gerar-nos outra vez; Fazer de nós novas criaturas, Seres dotados de uma nova mentalidade para o oficio do bem.


Zumbis não tem sentimento. Não pensam criticamente, nem defendem suas convicções. Temos, como a igreja de Sardes, muitos zumbis entre nós, que não conseguem entender ainda a razão de sua existência; o propósito da manifestação do amor de Deus em favor deles. Nem sabem se foram ressuscitados ou apenas reanimados.

Não é difícil diferenciar um cristão genuíno de um zumbi com nome de cristão. O zumbi não sabe pra onde vai, o que faz; se está vivo ou morto; suas ações são aparentemente desconexas e desprovidas de responsabilidades, não avalia consequências, o que ele faz é somente com base no momento. O verdadeiro cristão em contrapartida reconhece sua filiação com o Deus pai. Sabe que um preço foi pago pela sua ressurreição espiritual e física no futuro. Sabe de suas responsabilidades como filho de Deus e como servo de Cristo. Manifesta o amor que por Deus lhe foi comunicado em questões espirituais e físicas. Sabe enfrentar as tribulações da vida, na certeza de que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o seu propósito.


AQUI VALE A ANÁLISE: O QUE TEMOS SIDO?


Cristãos verdadeiros, ou apenas zumbis engravatados?








Fonte das informações: Ceticismo Aberto – site: www.ceticismoaberto.com

“Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. A inesquecível derrota de Anderson Silva


A frase acima foi dita por Ben Parker, o tio do Peter Parker no filme "Homem Aranha" quando ele percebeu que seu sobrinho Peter era detentor de incríveis poderes.  Ela cabe bem na reflexão ao "Homem Aranha" do Brasil.  
Anderson Silva se despede do cinturão de campeão após desrespeitar seu adversário. Tudo parecia controlado pelo Aranha. Ele testou seu adversário no solo, e antes do final do 1° round já era possível ver na face de seu adversário Chris Weidman, sinais de abalo psicológico. O grande erro de Anderson silva parece ter sido duvidar de que poderia ser atingido, e começou a brincar esquivando-se e chamando seu adversário para o combate, tal qual no UFC 112, quando enfrentou o brasileiro Demian Maia.

Chris Weidman não tomou conhecimento de Anderson Silva, e lhe acertou o queixo com a esquerda potente, fazendo-o cair sem nenhuma defesa. Essa sem dúvida será uma luta que vai entrar para a história.  Quem conhece o estilo de luta de Anderson Silva, e assistiu à luta desta noite, deve estar tentando compreender sua atitude. O que levaria um campeão tão experiente a agir de forma tão estranha?  Ele já havia derrotado seu oponente psicologicamente, agora seria uma questão de minutos para que tudo estivesse acabado e mantido o cinturão, em vez disso, Anderson parecia estar dando chances ao seu opoente, (que soube aproveitar).

O presidente da organização disse em entrevista na semana passada que, se Anderson perdesse, ganharia o direito de uma revanche logo na primeira defesa de Weidman. Perguntado sobre o desejo de uma revanche pelo cinturão, Anderson disse que o campeão agora é Weidman, e que não tem interesse de lutar pelo cinturão novamente. Joe Rogan lhe perguntou se isso significava uma aposentadoria, ao que Anderson respondeu que não, pois ainda tem dez lutas no contrato.

Na minha simples opinião de amante do esporte, acredito que eles se enfrentarão em um futuro próximo (não pelo cinturão), e acredito na superioridade do Spider. Também acredito que o Cinturão dos pesos-médios voltará para o Brasil nos lombos de VITOR BELFORT.

Anderson Silva pode não ter planejado uma despedida do cinturão na forma como aconteceu, mas pareceu sentir um grande alívio. Acho que Anderson Silva já estava cansado de tanta pressão, tantas responsabilidades, tantos assédios, tantas cobranças. Ele já conquistou fama, já tem dinheiro, é o maior nome da história do UFC, e, possivelmente já estava cansado (como ele próprio disse após a luta) de tanta pressão para lutar contra Jon Jones, Belfort, Saint Pierre; ganhar peso para lutar na categoria de cima, perder peso para lutar na categoria de baixo, dar entrevistas para responder a provocações.

De qualquer forma, sempre que se falar em UFC, o nome que melhor o representará será o de Anderson Silva. Seu rastro de vitórias consecutivas e defesas do cinturão não serão esquecidos jamais.

Anderson Silva se permite tomar o cinturão de campeão dos pesos médios do UFC, mas, sua majestade permanecerá eternamente na memória dos que amam o esporte.


Antonio da Cruz

Garoto de 8 anos se casa com uma mulher de 61


CASAMENTO BIZARRO

 O medo do desconhecido e a vida supersticiosa são capazes de levar o ser humano a atos excêntricos. E por falar nisso, um bom exemplo foi um casamento realizado no dia 09 de Março de 2013 na cidade de Tshwane, na África do Sul. O garoto Sanele Masilela de apenas 8 anos de idade, se casou com a dona de casa HelenShaganbu, de 61 anos. O bizarro casamento contou com cerca de 100 convidados, e teve direito a troca de alianças e o selinho característico.



Menos mal, o casamento não teve valor legal. Os dois não assinaram certidão de casamento, nem tem planos de viverem juntos. Sanele ainda afirma que se casará novamente quando for mais velho e será com uma mulher de sua idade. A cerimônia era apenas para cumprir um ritual, e assim, evitar que algo ruim aconteça na família segundo narra a própria mãe do garoto:


A família de  Sanele desembolsou 1500 Euros (equivalente a 3'800,00 Reais) para a realização da cerimônia, e dizem estar feliz por realizar o casamento. 

As informações são do The Sun, jornal em forma de tabloide de grande circulação no Reino Unido e na Irlanda. 



NÃO DISCERNINDO O CORPO DO SENHOR!

1° CORÍNTIOS 11: 20-29

20 - Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor,
21 - porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga.
22 - Será que vocês não têm casa onde comer e beber? Ou desprezam a igreja de Deus e humilham os que nada têm? Que direi? Eu os elogiarei por isso? Certamente que não!
23 - Pois recebi do Senhor o que também entreguei a vocês: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão
24 - e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim".
25  - Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto sempre que o beberem em memória de mim".
26  - Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.
27 - Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.
28 - Examine-se cada um a si mesmo e então coma do pão e beba do cálice.
29 - Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor come e bebe para sua própria condenação.

*****

Qual é o cerne dessa mensagem de Paulo aos irmãos da igreja de Corinto? É comum ouvir exposições dessa mensagem ao menos uma vez por mês nas várias denominações cristãs espalhadas pelo mundo.  Alguns concentram a mensagem na ordem da celebração, sustentando que o cálice não pode vir antes do pão, e tampouco de forma concomitante. Outros, porém, se utilizam desse texto bíblico para disseminar terror na comunidade, espiritualizando onde não é espiritual, restringindo a celebração a um grupo credenciado, e pinchando maldições nos que se arriscarem a comer o pão caso não confesse diante da congregação algum pecado cometido.  

Em primeiro lugar, a ceia do Senhor é um ato simbólico que deve ser perpetuado na igreja enquanto esta se fizer presente na terra.

Foi instituída pelo próprio Senhor Jesus Cristo, ensinada por Paulo e os demais apóstolos. Entretanto, a confusão gerada em torno de um ato simbólico tão significativo começa, quando são ignorados elementos básicos e fundamentais dessa celebração. Tais como:  
  •  O memorial que a envolve. 
  •  A força do perdão que ela representa.   
  •  A comunhão a que se propõe.  
  • E o contexto histórico da comunidade cristã na cidade de Corinto.

Logo no inicio desta carta, Paulo deixa claro a sua preocupação com a igreja em Corinto, pois, apesar do conceito de que ali os sinais divinos eram patentes, as profecias eram constantes, a igreja era “espiritual”, Paulo tenta mostrar que, o que impera na igreja de corinto não é o espirito do Evangelho, mas o espirito mesquinho e carnal do ser humano (cv. 1° Coríntios 3.1).       

  •  Na igreja em  Corinto havia partidarismo: Porque dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu sou de Apolo; porventura não sois carnais? – 1° Coríntios 3.4        
  •  Havia inveja, contendas, dissensões; e Paulo  os alerta desses profundos traços de carnalidade – 1° Coríntios 3. 3        
  •  Havia inclusive um suposto caso de incesto tolerado pelos líderes eclesiais – 1° Coríntios 5.1


Era nessa atmosfera espiritual que se desenvolvia a igreja de Corinto; e o ato simbólico de profunda significação cristã, é reduzido a uma ação mecânica, um banquete onde os que tem posses se divertem e os demais são excluídos da celebração.

A exortação de Paulo é enfática quando diz, “quando vos juntais, não é a ceia do Senhor que comeis”. Pois enquanto uns tem fome, outros se embragam. Não tendes porventura casa para comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm?1° Corintios 11.22

A partir daí, Paulo mostra em que consiste a ceia do Senhor, deixando claro que, ela perpassa o simples ato de comer e beber na igreja. A koinonía tem lugar primordial na celebração. Os que não possuem esse espírito, essa mentalidade, esse compromisso, são considerados indignos de comer do pão e beber do cálice. Portanto, o que Paulo está ensinando não é que  alguém deva ser impedido de participar da ceia pelo simples fato de haver discutido com a esposa ou esposo, discordado das ideias de seus lideres, ter se estressado no transito, ou cometido alguma falha. Tampouco está propondo que tal irmão se exponha diante da congregação, divulgando publicamente alguma falha cometida.

O "corpo do Senhor"  mencionado por Paulo, não se trata do pão comido na celebração. O corpo do Senhor é a igreja reunida para celebrar o memorial de sua morte.  Quando não há discernimento de que todos os que foram resgatados por Cristo em sua morte, independente de sua condição social, pertencem ao seu corpo, aí se manifesta a indignidade na participação da ceia.

O pão apenas simboliza algo maior. Simboliza o elo que nos une e nos faz membros de um ÚNICO CORPO. 


REFLITA!